PAINEL 1 – O PODER TRANSFORMADOR DA LEITURA E DAS BIBLIOTECAS
- Ana Paula Ferreira [Rede de Bibliotecas Escolares]
BIBLIOTECAS EM METAMORFOSE: MEDIAÇÃO, LEITURA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Num cenário de acelerada transformação tecnológica, as bibliotecas atravessam um processo de metamorfose que questiona as suas funções tradicionais, os seus modos de atuação e o papel dos profissionais que nelas intervêm. A crescente presença da inteligência artificial nos ecossistemas educativos e informacionais redefine o acesso ao conhecimento, as práticas de leitura e os processos de produção de saber, exigindo novas formas de mediação.
É neste contexto de mudança que se inscreve esta comunicação, estruturada em três eixos complementares: o reposicionamento da leitura como ferramenta crítica e emancipadora; o desenvolvimento de literacias que capacitem para a análise e questionamento de fontes, dados e algoritmos; e a responsabilidade das bibliotecas na integração ética e humanista da inteligência artificial.
Através destes eixos, procura-se evidenciar o poder transformador das bibliotecas enquanto espaços de sentido, inclusão e cidadania — lugares onde a tecnologia pode ser integrada de forma responsável, sem abdicar da mediação humana como elemento central da sua missão.
- Rita Pimenta [Jornalista do Público, autora da rubrica Letra Pequena]
A BIBLIOTECA COMO ÂNCORA E LEME DA PROMOÇÃO DE LIVROS PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE - Observatório de Leitura de Pombal
O que pode um livro? Muito. As bibliotecas, ainda mais. É um porto seguro, onde está garantida a presença de qualidade, diversidade e acompanhamento. Expor as crianças e jovens a diferentes géneros literários e a estéticas diversas transforma-os, fomentando-se a reflexão, a criatividade, o sentido crítico. E precisamos, como nunca, de cidadãos que pensem por si próprios e não se deixem embarcar no deslumbramento tecnológico.
As potencialidades da inteligência artificial são um desafio que temos de pôr ao nosso serviço e não o contrário. Alguém que lê terá muito mais competências para o fazer e para respeitar princípios éticos no seu uso.
Não se perca de vista o poder formativo e libertador da leitura profunda e em silêncio, depois da mediação e promoção. As bibliotecas, que já são o leme das orientações leitoras, certamente se irão reinventar. Este encontro é a prova disso mesmo.
O caso do Observatório de Leitura de Pombal/ IBBY (International Board on Books for Young People) Portugal mostra como uma biblioteca pública conseguiu ampliar a sua área de influência na promoção da leitura, nacional e internacionalmente. E conta com a “validação” das crianças dos clubes de leitura do Agrupamento de Escolas de Pombal, com o papel imprescindível dos professores bibliotecários.
- Mafalda Milhões [Livreira, ilustradora, mediadora de leitura, leitora e mãe de duas filhas]
UMA BIBLIOTECA É UMA CASA ONDE CABE TODA A GENTE?
Vamos sempre a tempo de ler o mundo, de abrir e de procurar sentido nas múltiplas leituras que temos à nossa disposição.
Ler hoje é diferente do que ontem?
Quais os desafios que se impõem aos leitores?
Para que serve uma biblioteca?
Quais são as casas da leitura e do conhecimento?
O Leitor é humano?
Num mundo globalizado, onde a AI tem hoje a presença enquanto ferramenta de criação, discutimos o papel da Escola, da Arte, da Cultura e da Mediação de Leitura na construção de caminhos de aprendizagem tendo.
A relação humana, o imprevisto e as inúmeras formas de dialogar por intermédio de imagens, textos e outras representações artísticas são a base desta comunicação centrada na importância das Bibliotecas e dos mediadores de leitura desta nova era.
A Biblioteca é uma Casa onde cabe toda a gente.
Moderador: José Saro [RBE]

