PR1 - Trilho do Linho
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Partindo da antiga escola de Vilarinho de S. Roque, inaugurada em 1963, este trilho leva-nos a cruzar caminhos e carreiros outrora usados pelos habitantes da aldeia para chegarem às zonas de lavoura, onde era comum cultivar o linho, uma planta que foi de grande importância para a economia familiar até meados do século XX. Ao deambularmos pelos campos, os açudes são uma presença constante, pois o sucesso das colheitas dependia da sua manutenção, e os Moinhos do Regatinho apresentam-se como um genuíno cartão postal da aldeia.
PR2 - Trilho dos Três Rios
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O som da água a correr é uma presença constante na freguesia de Ribeira de Fráguas. O Rio Caima, que nasce na Serra da Freita e percorre 50 km até desaguar na margem direita do Vouga, bem como os vários afluentes, rompem caminho pelos terrenos irregulares desta zona mais serrana. Aproveitada nos açudes e levadas para a rega dos campos, a água também era a força motriz que mantinha os moinhos a funcionar, sendo também usada para lavar o minério das antigas Minas de Telhadela. Aqui, a água é sempre a companheira que nos guia.
PR3 - Trilho das Cegonhas
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Este percurso tem início no Parque do Areal, na freguesia de Angeja, atravessa o centro desta Vila e entra de seguida em pleno Baixo Vouga Lagunar.
Aqui, os terrenos são circundados por esteios em que se encontram a água doce e salgada, caraterizando assim uma paisagem única, onde podemos observar diversos tipos de flora e fauna, onde a espécie mais predominante é a cegonha. Podemos também apreciar a paisagem "Bocage" que se carateriza por um mosaico de campos agrícolas em retalhos delimitados por sebes vivas e por valas de água criadas pelo homem, permitindo escoar a água em excesso no inverno e no verão reter a água. Nos campos de caraterísticas minifundiárias pasta o gado bovino autóctone da região, a raça denominada marinhoa (que pela sua força foi utilizado na lavoura e nas lides da arte xávega).
O percurso tem 23km de extensão, em forma de dupla raquete, podendo dividir-se em duas partes: na primeira parte do percurso podemos observar o mosaico rural composto pelo "Bocage", arrozais e pastagens onde as cegonhas nidificam; e na segunda parte do percurso podemos observar os sistemas húmidos dos quais fazem parte os sapais, os caniçais e os juncais, onde as diversas espécies de aves existentes nesta zona do Baixo Vouga Lagunar se alimentam. Este percurso tem ligação ao percurso de Fermelã integrado na Bioria, no Municicípio de Estarreja.
PR4 - Trilho da Pateira de Frossos
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O percurso inicia-se junto do Pelourinho de Frossos na povoação de (Frossos) antiga sede Julgado e de Concelho. Este percurso pedestre permite uma visita à Pateira de Frossos, zona palustre de antigos arrozais que constitui um complexo mosaico agrícola, apresentando uma fauna e flora extremamente diversificada e que se reflete no elevado número de espécies de aves e pequenos mamíferos que utilizam sobretudo as sebes. Percurso muito fácil sem grandes desníveis de altitude, que saindo da povoação, segue até ao parque Boca do Carreiro (Frossos).
Aqui o percurso pedestre segue até Angeja.
Existe a possibilidade de ir até ao Parque do Areal, o regresso faz-se pelo mesmo caminho. Retomando o percurso no ponto anterior, o percurso pedestre segue por trilhos e caminhos agrícolas nas margens do Rio Vouga. Deixando o rio para trás e continuando em caminhos agrícolas chega-se ao Parque Boca do Carreiro. O final até a povoação é o mesmo que o inicial.
PR5 - Trilho dos Açudes
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O pequeno "Trilho dos Açudes" de Telhadela tem o seu início e final no painel informativo localizado junto ao Solar das Camélias. Pretende-se que seja um percurso de visitação histórico/cultural, não somente de recreação, visando sobretudo, a arqueologia rural. O trilho atravessa parte da milenar aldeia e dirige-se para o Forno da Telha (ruínas). Daqui segue para a Ponte do Pinto, no Rio Caima, onde é possível fazer um desvio de 200 metros e visitar o Açude do Freixieiro e respetiva casa de moinhos, retornando ao trilho. Este acompanha o Rio Caima, onde se destaca a Barragem da Talisca.
PR6 - Trilho do Porto de Riba
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Com início e fim no Parque dos Moinhos do Porto de Riba, o percurso circular de cerca de 1,5 km desce, em direção ao rio Jardim (o único rio que nasce na freguesia da Branca e que vai desaguar no esteiro de Canelas-Estarreja) e antigo porto de embarque |Porto de Riba| passando pelo Moinho com o mesmo nome. O moinho é composto por 2 rodas, estando uma preparada para o milho e outra para o descasque do arroz, cereal em tempos abundante no Baixo Vouga lagunar. A sua construção remonta pelo menos ao século XIX. Foi adquirido e recuperado pela APPACDM de Albergaria-a-Velha. O local envolvente ao moinho era denominado de lagos", porque aí as pessoas faziam pequenos muros de terra a formar lagos, com água corrente, onde colocavam os molhos de linho, com sobrepesos para curtir. Esta operação destinava-se a eliminar a clorofila dos caules de linho e provocar o apodrecimento da parte lenhosa. Após isso, eram abertos e estendidos na encosta que é agora o parque de lazer, para secarem e depois maçar. O percurso continua pelo passadiço que percorre o trajeto da levada de água, até ao açude do moinho. Terminado o passadiço, junto às argens do rio é possível vislumbrar uma pequena ponte que fazia a travessia do rio até aos moinhos em cascata que se encontram em ruínas. Regressando às margens do rio Jardim, o caminho prossegue atravessando o rio, encontrando à esquerda a povoação de Soutelo. No final da estrada, antes de se virar à esquerda para a calçada que dá acesso ao parque, encontram-se colunas em pedra, que são os restos de um engenho de linho que ali existia. Foi outrora uma instalação artesanal engenhosa, construída em madeira de carvalho e/ou sobreiro, para maçar o linho. A enorme roda dentada ligava um braço em madeira, onde era atrelada uma junta de bois, para produzir o movimento de rotação, equivalente a uma nora de água. Aqui era amassado linho de lavradores de Soutelo, Crestelo, Albergaria-a-Nova, Salreu, Canelas e Estarreja. A capela de Santa Ana, datada de 1752, está localizada fora do percurso, à direita, no final da estrada.

