Foi hoje publicado em Diário da República, pelo Património Cultural, I. P., a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional do Monte de São Julião, na freguesia da Branca.
A abertura do procedimento fixa uma zona geral de proteção, salvaguardando o enquadramento paisagístico e urbano da área a classificar, com vista a preservar o seu inestimável valor para o país.
O Monte de São Julião encerra vestígios de uma ocupação humana muito singular. Podem ser vistos, no sítio, os restos de um monumento funerário pré-histórico – a mamoa - do povoado dos finais da Idade do Bronze, com a sua muralha, que terá sido utilizado durante alguns séculos no I milénio a.C. Encontram-se também vestígios singulares de um posto de comunicações militar - o telégrafo - construído ali no século XIX, durante a guerra civil entre liberais e absolutistas.
Recordamos que o Município de Albergaria-a-Velha vai iniciar, este ano, o projeto de Regeneração Integral e Valorização do Sítio Arqueológico do Monte de São Julião. A intervenção, com um investimento previsto superior a meio milhão de euros, vem no seguimento da aprovação de uma candidatura à Linha de Apoio Regenerar Territórios – Incêndios 2024, com as obras a iniciar no segundo semestre de 2026.
O projeto visa reforçar a preservação do património, a qualificação do lugar e a sua afirmação como futuro parque interpretativo. Para o Município, o objetivo é transformar o Monte de São Julião num espaço de referência regional e nacional, onde a preservação do passado se articula com uma visão de futuro assente na educação patrimonial, na valorização turística e na fruição qualificada do território.
A documentação relativa ao procedimento pode ser consultada aqui.

