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Crianças descobrem as origens de Albergaria-a-Velha

           Como é que Albergaria-a-Velha nasceu? Por que tem este nome? 
          No âmbito do Programa Municipal de Educação, o SAC – Serviço de Aprendizagem Criativa está a desenvolver a atividade “Albergaria de Pobres e Passageiros”, uma viagem pela História Local que leva as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico até ao século XII, altura em que D. Teresa mandou construir a primeira Albergaria no território português.
          No Arquivo Municipal, é apresentada uma réplica da lápide que anuncia a fundação de Albergaria-a-Velha e que foi construída no século XVII com o propósito de relembrar os habitantes das origens da sua terra. A inscrição diz: “Albergaria de pobres e passageiros, da Rainha D. Thareia com 4 camas e 2 enxargois, esteiras, lume, agoa, sal, fogo e cavalgaduras e esmola e ovos ou frangos aos doentes.” Partindo destas palavras, é explicada a génese do território que, antigamente, estava pejado de ladrões e animais selvagens que ameaçavam os viajantes e peregrinos. Após ter sido bem recebida por um fidalgo local, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, manda construir uma albergaria para apoiar as pessoas que passavam pela região. E como era essa albergaria? Com o recurso a imagens e objetos, o técnico do Arquivo Municipal explica como se vivia na época, sem eletricidade, sem comodidades, e com poucos alimentos!
          No final da sessão, as crianças são convidadas a desenharem e a pintarem elementos que existiriam em Albergaria-a-Velha no século XII, criando, ainda, uma estrutura “pop-up” da lápide. Desta forma, os mais novos podem levar para casa a inscrição sobre a fundação e explicar aos pais o que significa o texto, que pode ser, atualmente, apreciado no cimo da escadaria principal do Edifício dos Paços do Município.
          Para a equipa SAC, a divulgação da História Local é fundamental para criar um sentimento de pertença e de orgulho na terra, sendo as crianças um público importante nesta missão. “No século XVII, a maioria dos habitantes já não tinha noção de que a primeira albergaria de D. Teresa tinha sido edificada neste local, pelo que foi necessário construir uma lápide e colocá-la num espaço importante da altura, o hospital!”. Com estas ações de caráter pedagógico, evita-se que a memória coletiva se desvaneça; “para que ninguém mais se volte a esquecer!”.




Data:14-11-2012
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